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Resenha: A Barraca do Beijo de Beth Reekles



Desde que a Netflix lançou o segundo filme da Barraca do Beijo apareceram tweets na minha linha do tempo do perfil do blog com comentários negativos que me deixaram curiosa para entender o que estava acontecendo. Essas críticas envolviam os personagens principais do filme e suas atitudes tóxicas e machistas, coisas essas que eu não tinha percebido quando assisti os filmes. Mais uma coisa que eu não sabia e que eu só fiquei sabendo nesse exato momento que estou escrevendo pra vocês é que o livro A Barraca do Beijo foi feito por uma cientista. Beth Reekles, a autora do livro, é uma garota de exatas, formada em Física pela Exeter University. Mas nas horas vagas ela gosta de ler e escrever no Wattpad. O livro fez tanto sucesso nessa plataforma com mais de 19 milhões de acessos e 40 mil comentários, além de vencer o Prêmio Watty de Ficção Adolescente mais popular que eu entendi tudo. A senhora Netflix não ia deixar essa oportunidade passar batido, não é mesmo?

E seguindo o rumo da Netflix, euzinha e minha curiosidade decidimos ler o livro pra tirar a prova e poder julgar com fundamentação. Bom, na verdade esse era apenas um dos motivos. Não sei se eu já disse aqui no blog que tenho tido dificuldades para voltar a ler, mas pensei numa maneira bem bacana. Eu amo esses clichês adolescentes em filmes ou séries com romance, comédia e drama. Então se eu escolhesse um livro dessa categoria, teoricameente, facilitaria muito que eu voltasse com o hábito da leitura de forma mais frequente. A Barraca do Beijo foi um tiro de sorte que deu muito certo, já que eu li o livro em dois dias. Quase virei a noite para lê-lo em um dia, mas não consegui por causa do sono e principalmente por que eu tinha que trabalhar no dia seguinte não é mesmo, Thayna? Acabei terminando no outro dia. Então essa resenha aqui já é uma pequena vitória!!!

Mas começando a resenha, deixa eu te apresentar primeiro:


Título: A barraca do beijo
Autora: Beth Reekles
Editora: Astral Cultural | Ano: 2018 | Páginas: 336
Sinopse: ELLE EVANS é o que toda garota quer ser: bonita e popular. Mas ela nunca foi beijada. NOAH FLYNN é lindo e um tanto quando bad boy - tá, o maior bad boy da escola - e o rei dos joguinhos de sedução. A verdade é que Elle sempre teve uma queda pelo jeito descolado de Noah, que, por coincidência, é o irmão mais velho de seu melhor amigo, Lee. Essa paixão cresce ainda mais quando Elle e Lee decidem organizar uma barraca do beijo no festival da Primavera da escola e Noah acaba aparecendo por lá. Mas o romance desses dois está bem longe de ser um conto de fadas. Será que Elle vai acabar com o coração partido ou conseguirá conquistar de vez o bad boy Noah?
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Resenha

O início da estória é aquela coisa mais fofinha, sabe. Foi instantâneo meu gosto pelo livro quando comecei a leitura por que eu curti o jeito de como a Beth Reekles escreve e também curti bastante os personagens por ser um clichê com eles bem bobinhos. Temos a personagem principal Elle Evans que seu nome na realidade é Rochelle, mas ela gosta que chamem de Elle. Ela é uma adolescente que tem um melhor amigo que nasceu no mesmo dia que ela. Ele se chama Lee Flynn e é seu grude. Toda a sua família tem uma história juntos onde os pais de cada um já se conheciam e, por isso, eles são amigos desde sempre e passam praticamente o dia todo juntos porque eles estudam na mesma escola e também moram pertinho a minutos de distância da casa de um pro outro. O sonho de todo adolescente, não é? Ter aquela amizade sincera que você pode contar pra tudo e saber que vai ser uma amizade eterna. Aquele clichê que na realidade é um tanto diferente. Mas aí continuamos a estória com ambos jogando videogame, fazendo as atividades da escola, se juntando com seus outros amigos pra relaxar na piscina da casa de Lee. E além desse clima agradável de amigos para sempre ainda temos o crush de Elle que é o irmão mais velho de Lee, o Noah. Na estória ela diz muito que ele é um bad boy, um carinha bem bonito que não tem vínculos amorosos fortes. Apenas rolos e que ele adora fazer jogos de sedução com seus interesses amorosos.

Até aí tudo bem. Lee, Elle e Noah são aquelas inspirações de alunos estudiosos que estão sempre envolvidos na escola para acrescentar atividades complementares no histórico escolar e melhorar sua imagem para as futuras faculdades que eles vão se inscrever. Nesses país estrangeiros tem muito essa cultura do aluno jogar futebol, participar de clube de teatro na escola ou ajudar na organização de eventos da escola para aumentar sua pontuação de atividades extracurriculares por que é geralmente isso que faz com que a pessoa se destaque quando tente entrar em uma Harvard da vida ou Berkeley que é o caso dos personagens. Aí que no meio dessas atividades, uma delas é a missão de organizar algum tema para a tenda deles do festival de Primavera da escola que vem a ser posteriormente a Barraca do Beijo. Esse festival tem o objetivo de arrecadar dinheiro para pesquisas com o câncer. Belíssimo o ato, não é? Também achei, deveria ter esse tipo de coisa aqui no Brasil.

Quando está tudo organizado ocorre esse festival e o que Elle tanto sonhava acontece. Ela acaba tendo que trabalhar na Barraca do Beijo e seu pretendente é nada mais nada menos que Noah Flynn. Por acaso do "destino" ela acaba dando o seu primeiro beijo na sua paixão de infância e é exatamente neste momento que a confusão começa. O que acontece com o decorrer da leitura do livro é que ambos pombinhos, Noah e Elle, se apaixonam. Mas o relacionamento deles não é aquela coisa saudável e bela. Noah é ciumento e justifica as atitudes babacas como uma proteção à inocência e gentileza de Elle. Segundo ele, o jeito como ela trata bem os meninos podem dar a entender que ela esteja afim deles e, mesmo que ela não tenha um relacionamento sério com ele e esteja livre para fazer o que bem entender, ele ameaçava os meninos interessados nela além de que se os meninos ignorassem suas ameaças e chegassem perto de Elle, Noah metia-lhes a porrada e achava isso bonito. Sabe-se lá o que aconteceu com Noah para ele ser tão violento, mas o erro foi embelezar essa agressividade dele e dizer que isso era seu charme. Em algumas cenas observamos ele machucando Elle pegando em seu pulso de forma mais firme, mas não se é abordado de uma forma séria. Passaram o pano para ele com essas atitudes machistas como o do momento em que ele a tira de uma festa por algum garoto ter tentado beijá-la sem sua permissão. Ele bateu no menino que foi parar no hospital para fazer alguns exames, pois achava que tinha quebrado a costela. Bravo com toda a situação, Noah fez um escândalo gritando com Elle para que ela entrasse no carro e também bateu no teto do carro com raiva por ela não ter aceitado de primeira sua ordem.

Era o momento todo eu lendo o livro, parando para ler algum trecho novamente e me chocando com tudo o que estava processando. Pesquisei até no Google para saber o ano em que foi publicado, achando que seria algo antigo mas nada disso. Ele é muito recente (2018) e muito possivelmente tenha esse sucesso todo por ser uma espécie de guilty pleasure. Guilty pleasure é quando alguma obra seja ruim, estranha, incomum e mesmo assim as pessoas adoram. E todo esse relacionamento abusivo também eram segredo para Lee, o irmão de Noah. Elle não quis contar a seu melhor amigo com medo de deixá-lo bravo, fato esse que não havia nenhuma necessidade. Vamos combinar, não é? A pessoa que tenha o mínimo de maturidade iria puxar o Lee no cantinho e explicar a ele o que estava acontecendo sem precisar pedir permissão nem nada por que Lee não é dono de Elle. Elle não é um objeto, não é mesmo? Alguém precisa dizer isso a ela. Em momentos em que ela fica questionando as escolhas da sua roupa para não irritar seu namoradinho são simplesmente de morrer. Evoluímos tanto em todos esses anos com o feminismo para que coisas assim não se repitam e aqui estava eu lendo horrorizada todas essas coisas. Romantizaram muito o machismo nesse livro. Poderia ter sido algo tão bacana se não tivesse todas essas atitudes escrotas tanto dos irmãos Flynn como de quem passou pano que no caso era Elle. À medida que fui lendo o livro eu fui desgostando mais e mais. Só terminei pra fazer essa resenha pra vocês e também para recomenda-los que excluam ele da sua lista de desejos. Certeza que a Netflix minimizou esses erros para o filme ter toda essa repercussão.

Resumindo

Digo logo que a leitura desse livro não vale a pena. Tem muita situação absurda de um relacionamento abusivo que só quem já tem a mente preparada vai saber identificar. Noah com sua agressividade não é algo bonito e digno. Ele devia é fazer um tratamento intensivo pra buscar o que aconteceu para ele ser assim. Elle devia ouvir mais o pai dela. Os pais sabem muito bem do que nos aconselham. Fora todo esse machismo de Noah e de Lee. Lee querr ficar com raiva de Elle ter escondido um segredo, não tem cabimento. Mesmo a gente ser melhor amigo de alguém isso não quer dizer que precisamos contar exatamente tudo o que nos acontece. E querer mandar com quem ela deve ficar ou como deve se vestir não tá certo também. A autora escreveu esse livro quando tinha 15 anos, o que já explica muita coisa desses absurdos que li. Enfim, tudo isso para dizer que você não leia o livro. Ele consegue ser pior do que o filme.

Avaliação

★★☆☆☆ (2/5)

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